sábado, agosto 12, 2006 

Unidade 731 - Final

Bom aqui está a última parte do post...

GUERRA

Durante mais de 40 anos, os governos do Reino Unido e dos Estados Unidos testaram armas biológicas em cidadãos desavisados.
As armas químicas e biológicas são os mais terríveis instrumentos de destruição em massa. Com baixo custo e de fácil produção, são capazes de dizimar o inimigo, envenenar colheitas, e deixar gerações doentes e deformadas entre os que conseguem sobreviver. Tudo isto, a um custo infinitamente menor que o armamento nuclear e sem a necessidade de grandes desdobramentos de tropas.
No final de 1947, os serviços de inteligência dos EUA estavam prestes a conseguir estas armas apocalípticas. Através de acordos secretos com Shirô Ishii, chefe da unidade 731 - a equipe responsável pela guerra biológica japonesa -, tomaram conhecimento em primeira mão dos efeitos que numerosos agentes causaram nos seres humanos.
As horríveis histórias que os sobreviventes contaram foram encobertas para evitar "incômodos" a Ishii e seus colaboradores, e os governos ocidentais concederam imunidade a todos os membros da unidade 731 para poderem ter acesso às suas descobertas. Como expõe friamente um relatório do Pentágono de dezembro de 1947: "Tais informações não poderiam ser obtidas em nossos laboratórios em razão dos problemas morais inerentes às experiências com humanos. Estes dados foram obtidos com um investimento de 250.000 dólares, muito barato...".
Por este pequeno preço os governos britânicos e norte-americano, obtiveram exaustivos detalhes dos efeitos da guerra biológica nos seres humanos. Receberam também, relatórios de autopsia ao vivo, dissecações em fetos e bebes, além de um meticuloso estudo sobre sintomas da peste, do tifo, doenças veneras, varíola, gangrena, salmonelíase, escarlatina, tétano, coqueluche e inúmeras doenças atrozes. O fato do Ocidente ter permitido que Ishii ficasse impune, constitui um dos segredos mais obscuros da segunda guerra mundial, e permaneceu arquivado como informação secreta durante mais de 30 anos.
Sabendo que as doenças podiam ser os agentes biológicos ideais, os governos ocidentais começaram um programa nas bases de ataques "suave" em algumas de suas cidades mais importantes, para determinar os métodos mais eficazes de comunicação em massa.
Quando a guerra fria se iniciou, o pentágono começou a temer que um submarino soviético pudesse entrar em suas águas, liberando uma nuvem de bactérias e desaparecendo antes que a população percebesse que tinha sido contaminada. Dessa forma, em setembro de 1950, dois patrulheiros da marinha, na baía de San Francisco, lançaram uma nuvem de Serratia marcescens, uma bactéria relativamente benigna desenvolvido nos laboratórios de Port Down no Reino Unido.
Depois de seis destes ataques "suaves" percebeu-se que 300km2 de área de São Francisco tinham sido infectadas e quase toda a população havia inspirado a bactéria. Essa experiência provava que uma importante cidade era totalmente incapaz de defender-se de uma contaminação em massa, provocada por uma bactéria difundida através do ar.
No final dos anos 50, o exercito dos EUA tinha realizado experiências em Savannah 99Georgia) a Avon Park (Florida). Grandes quantidades de mosquitos foram lançadas por aviões em zonas residenciais, uma técnica da unidade 731. Muitos residentes ficaram doentes, outros morreram. Em seguida, militares, disfarçados de funcionários da saúde publica, realizaram testes médicos nos infectados. Ainda que os detalhes dessa experiência continuem sendo secretos, acredita-se que os mosquitos eram portadores da febre amarela, um vírus que provocava febres altas e vômitos e causa a morte de um em cada três infectados.
Outros testes realizados para comprovar a vulnerabilidade das cidades aos ataques biológicos foram realizados no Reino unido, Canadá e EUA culminando com um ataque à cidade de Nova Iorque em 1966. Agentes da Chemical Corps Special Operation Division, borrifaram através das grades de ventilação das estações de metro, a bactéria Bacillus nas horas de maior movimento. As turbulências criadas pela passagem dos vagões, demonstrou que esse era um meio para propagar bactéria por toda a cidade.
O ataque infectou quase um milhão de pessoas e mais uma vez, foi comprovado que não há forma de defender-se de um ataque inimigo. Tomando conhecimento disto, os EUA deram um passo adiante e dedicaram-se a pesquisa de aplicações militares: a possibilidade de sobreviver a um ataque inimigo ou pelo menos a mutua descrição através de infecções em massa teriam que estar garantidas.
Os conhecimentos adquiridos não foram utilizados para fins militares ate a guerra da Coréia. Em uma noite, os habitantes do povoado de Min-Chung ouviram um avião sobrevoar seus telhados. Quando acordaram descobriram um grande numero de ratos do mato, a maioria deles mortos e muitos com a pata fraturada. Aterrorizados os homens da aldeia queimaram os roedores, exceto quatro deles. Teste confirmaram que estavam infectados pela peste bubônica.
Uma comissão internacional investigou este e outros incidentes semelhantes, publicando suas conclusões no relatório da comissão cientifica internacional sobre as ações relativas a guerra bacteriológica na Coréia e na china. Em relação ao incidente de Mim-Chung, o relatório informa: "não há duvida de que um grande numero de ratos do mato infectados com a peste bubônica foram lançados no distrito de Kan0Nan, durante a madrugada de 5 de abril de 1952, desde o avião que os habitantes ouviram. O avião foi identificado como sendo um F-82, um caça noturno de dupla fuselagem norte-americano". O governo dos EUA negou as acusações.
A guerra biológica apareceu novamente na guerra do Vietnã. O exercito dos EUA utilizou desfolhantes para assolar as selvas nas quais os viet congs se refugiaram. Destruiu plantações para desmoralizar os inimigos e seus simpatizantes. Pesquisaram-se aproximadamente 26.000 variações de herbicidas e desfolhantes para serem utilizados do sudeste asiático. Destas substancias foram escolhidas seis para devastar a selva. Foram chamadas de agente púrpura, verde, azul, branco, laranja, rosa, dependendo da cor de seus componentes. De todas elas, o agente laranja era o mais poderoso e foi utilizado para devastar a área cuja vegetação era mais densa. O produto era composto do desfolhante 245-T, desenvolvido na Inglaterra e uma pequena quantidade de dioxina; a combinação acelerava o crescimento de arvores e arbustos de forma que o próprio peso as destruía. Também produzia efeitos terríveis sobre os humanos.
A operação "Ranch Land" constituiu em espalhar agente laranja em uma área de 50.000 km2 no final da guerra havia sido lançado no vietnã mais de 110 kg da dioxina que fazia parte da composição do agente laranja (85g da letal toxina depositado no abastecimento de água de Washington seriam suficientes para matar seus habitantes). Nos recém-nascidos apareceram terríveis deformações, triplicaram os casos de bebes com lábio leporino e espinha bífida e o numero de bebes nascidos mortos duplicou.
Em resposta as denuncias feitas pelos médicos de Saigon, o pentágono insistiu que a utilização de produtos químicos para destruir a vegetação da selva não violava nenhum tratado internacional. Apesar dessa atitude, era obvio que os efeitos de desfolhação foram mais longe que a mera devastação da selva, e os norte-americanos que se opunham a guerra do vietnã, pressionaram a proibição do agente laranja. Em 1977, o governo cedeu e foi publicada a convenção de armas biológicas, na qual ficava proibida a guerra biológica considerando que era "incompatível com a consciência da humanidade". As experiências, no entanto, continuaram secretamente.
Encaradas como "a bomba atômica do pobre" as armas biológicas são uma opção atrativa e barata. Durante a guerra o golfo as forcas aliadas foram muito cautelosas com os possíveis ataques já que a combinação da alta temperatura com a pele suada tornava os soldados muitos vulneráveis aos agentes biológicos. Antes da invasão do Kuwait, sabia-se que o Iraque tinha armazenado inúmeras armas biológicas. O arsenal incluía 28 mísseis SCUD carregados com gás sarim, 800 bombas de gás nervoso, 60 toneladas de gás nervoso tabun e 250 toneladas de gás mostarda, e não foi destruído pelo bombardeio em massa do aliado. Depois dos ataques com armas biológicas no setor curto do iraque, no final dos anos 80, suspeita-se que Saddan Hussein pode ter feito experiências com estas armas contra forcas aliadas.
Se o uso de armas biológicas em um contexto militar é alarmante, pensar que grupos terrorista podem ter acesso a elas e usa-las em populosos centros urbanos, inspirava pavor. Um recente incidente dessa natureza alarmou o mundo inteiro. Em de 1995 o atentado com gás sarin no metro de Tóquio, cometidos por membros da seita Aum Shinriyko, provocou 12 mortes. Se a mistura química e o sistema de difusão tivessem sido um pouco diferente, o numero de mortes teria sido muito maior.
Agora se sabe que a seita Aum Shinriyko pregava a destruição do ocidente, e as armas biológicas teriam sido facilitadas pela Rússia desejando conseguir ajuda financeira do Japão. Acredita-se que a seita, auxiliada pelos serviços secretos russos, pode ter tido acesso as industrias química russas.
Por causa da expansão do crime organizado na Rússia, as potências ocidentais temem que as armas possam ser adquiridas no mercado negro. É muito fácil transportar e esconder os mesmos elementos necessários para realizar o atentado de Tóquio. Dois produtos químicos inofensivos podem ser misturados para tornarem-se agentes mortais, o que significa que em teoria, estão ao alcance de qualquer organização decidida a obtê-los.
Parece absurdo pensar que a Inglaterra e os EUA, quando decidiram manter em segredo as atividades da unidade 731, podiam prever estas ameaças da guerra biológica moderna. Contudo fazer experiências com armas potencialmente tão destrutivas, poucos anos depois das devastadoras explosões de Hiroshima e Nagasaki, é um fato que desafia a lógica. Enquanto construía os fundamentos da terceira guerra mundial, o ocidente lançava sobre o mundo uma nova e terrível forma de morte.

sexta-feira, agosto 11, 2006 

Unidade 731 - Japão - Parte I

Olá aos leitores do blog!
O Blog está meio abandonado aqui, mas é por falta de tempo...
Mas hoje voltamos a atualizar o blog.
E já começamos com uma matéria polêmica e que não se encontra muito na Internet, A Unidade 731 no Japão. Como é uma matéria detalhada, vamos dividi-la em 2 partes para não ficar cansativa. aí então vai a primeira parte...

A descoberta de corpos sob as ruas de Tóquio obrigou o Japão a admitir que seres humanos foram usados em experiências de armas biológicas.
"Cortei abrindo-o do peito ao estômago enquanto ele gritava terrivelmente. Para os cirurgiões, isto era o trabalho rotineiro" Legista anônimo, UNIDADE 731
Sob o asfalto das ruas de Tóquio existem um deposito de restos humanos. Os operários que trabalhavam em Shinjuku, um movimentado e famoso bairro de Tóquio, em plena urbanização, ficaram horrorizados. A noticia dessa descoberta, ocorrida em 1989, varreu toda a cidade de Tóquio, como uma grande onda. Incapaz de ocultar a verdade por mais tempo, o governo japonês viu-se obrigado a reconhecer o mais terrível segredo da Segunda Guerra Mundial. A poucos metros das obras, esteve localizado o laboratório do tenente-coronel Shirô Ishii, pai do programa de guerra biológica do Japão: a Unidade 731.
As cobaias humanas empregadas em suas experiências foram transferidas da base da Manchúria para seu laboratório. No termino da guerra, os restos mortais destas pessoas foram enterradas em uma fossa comum e lá permaneceram ate ser descoberta em 1989. Durante 40 anos, as atividades da Unidade 731 foram o segredo mais bem guardado do Japão.
Os trabalhos da unidade permaneceram inéditos ate a descoberta, em uma loja de livros usados, de anotações feitas por um oficial da Unidade 731. Os documentos descreviam detalhadamente as experiências biológicas e demostravam que as cobaias das experiências de Shiro Ishii e sua equipe eram seres humanos. jovem Ishii era um brilhante microbiólogo do exercito. Com sua carismática personalidade, logo atraiu a atenção dos oficiais veteranos e conseguiu uma rápida promoção de posto. Aliando-se com ultranacionalistas do Ministério de Guerra do Japão, Ishii fez uma forte pressão a favor do desenvolvimento de armas biológicas.
Quando o Japão invadiu a Manchúria, em 1931, Ishii vislumbrou sua oportunidade. Com uma grande verba anual e 300 homens, sua primeira missão recebeu o nome secreto de "Unidade Togo".
Conhecidas como "Campo de Prisão Zhong Ma", as instalações da Unidade 731 foram costruídas com mão-de-obra forçada chinesa. No centro, existia um edifício , o 'Castelo Zhong Ma', que mantenham os prisioneiros em um laboratório .
Os escolhidos para os testes humanos era chamados de 'marutas', que significa troncos. Numerados em ordem crescente ate o numero 500, os prisioneiros eram desde 'bandidos' e 'criminosos' ate 'pessoas suspeitas'. Eram bem alimentados e faziam exercícios regularmente, somente porque sua saúde era vital para a obtenção de bons resultados científicos.
Quando Ishii necessitava de um cérebro humano para uma experiência, ordenava que os guardas obtivessem o órgão. Enquanto o prisioneiro era pego por um dos guardas, que segurava seu rosto contra o chão, o outro quebrava-lhe o crânio com um machado. O órgão era retirado grosseiramente e levado rapidamente ao laboratório de Ishii. Os restos mortais do prisioneiro sacrificado eram lançados no crematório do campo.
As primeiras experiências centraram-se nas doenças contagiosas, como o antraz e a peste. Em um dos testes, guerrilheiros chineses foram infectados com bactérias da peste. Doze dias depois, os infectados contorciam-se com febres de 40 graus celsos. Um desses guerrilheiros conseguiu sobreviver por 19 dias antes que lhe fizessem uma autopsia enquanto ainda estava vivo.
Alguns prisioneiros foram envenenados com gás fosfina e em outros foi aplicado cianureto de potássio. Alguns prisioneiros foram submetidos a descargas elétricas de 20.000 volts. Os prisioneiros que sobreviveram ficavam à disposição para receberem injeções letais ou para serem dissecados vivos. Cada morte era registrada por membros da unidade.
A qualidade do trabalho, assim como sua personalidade, garantiram a Shirô Ishii um crescente poder. Em 1939, pôde mudar-se para instalações tão grandes quanto o campo de concentração de Auschwitz-Birkenau da Alemanha nazista. O novo quartel general da unidade 731 situava-se em Pingfan, Manchúria.
O complexo de Pingfan possuía 6 km2 e abrigava edifícios administrativos, laboratórios, galpões, uma prisão para indivíduos submetidos aos teste, um edifício de autópsias e dissecação e três fornos crematórios. Um campo localizado em Mukden, detinha os prisioneiros de guerra americanos, britânicos e australianos, que também eram usados nas experiências.
As baixas temperaturas diminuíram o rendimento militar durante os rigorosos invernos da Manchúria. Por esse motivo, as experiências sobre o congelamento foram especialmente desenvolvidas. Alguns prisioneiros eram deixados nus, ficando submetidos a temperaturas abaixo de zero e seus membros eram golpeados com paus até que se produzissem sons secos e metálicos indicando que o processo de congelamento estava terminado. Em seguida, os corpos eram "descongelados" através de técnicas experimentais.
Em seu livro Factories of Death (Fábricas da Morte), Sheldon Harris, professor de história da universidade da Califórnia, descreve outras experiências, como a suspensão de indivíduos de cabeça para baixo, para determinar quando morreriam asfixiados. É quase indescritível a prática de injetar ar nos prisioneiros para acompanhar a evolução das embolias. Em outros indivíduos, era injetada urina de cavalo em seus rins.
Sem nenhum sentimento de culpa, Ishii redigia regularmente documentos nos quais descrevia os resultados de suas experiências. Nestes relatórios, dizia que os teste eram realizados em macacos. O uso de seres humanos como cobaias era mantido em segredo.
Até o fim da segunda guerra mundial, Ishii, então tenente-coronel, fez um pacto de juramento com seus subordinados para manter as experiências em segredo. Pingfan e outros lugares foram destruídos, e Ishii e seus homens regressaram para casa no anonimato. As atividades da unidade 731 permaneceram ocultas.
Porém, nada passa despercebido pelos serviços de inteligência. Apesar das precauções de Ishii, os aliados possuíam inúmeros dossiês sobre os principais microbiólogos japoneses. Os estrategistas dos Estados Unidos apreciavam as vantagens táticas da guerra biológica, pois os agentes biológicos podem ser introduzidos inadvertidamente nos campos de guerra, e sabiam que Ishii havia realizado tais práticas em diversas ocasiões na China e em outros lugares.
Os aliados estavam ansiosos para obter detalhes das experiências e das técnicas utilizadas por Ishii. Em particular, procuravam os relatórios das experiências com seres humanos, aos quais atribuíam um grande valor. No final da guerra, os cientistas de Fort Detrick, Maryland onde ficavam as instalações de guerra biológica dos Estados Unidos , iniciaram uma série de entrevistas com os técnicos japoneses, nenhum deles chegou a considerar as implicações éticas que o assunto envolvia.
Uma vez constatados os fatos, um cabo informou ao Departamento de Guerra de Washington que "informações posteriores reforçavam a conclusão de que o grupo dirigido por Ishii violou as normas de guerra". O relatório informava ainda: "esta opinião não é recomendação para que o grupo seja acusado".
Desejando impedir que os soviéticos obtivessem as informações de Ishii, os Estados Unidos fizeram um pacto com o próprio. Porém, era necessário vencer um importante obstáculo. As experiências deviam ser ocultadas, deveriam ser o "maior dos segredos", o mais obscuro deles. Os prisioneiros de guerra que regressavam, davam terríveis depoimentos sobres as experiências que foram realizadas neles. Se estes depoimentos se tornassem conhecidos, a opinião pública ficaria indignada e exigiria medidas drásticas. Portanto, havia apenas uma saída: o encobrimento dos fatos.
Os procuradores do tribunal de crimes de guerra de Tóquio foram orientados para que investigassem superficialmente os fatos. Os prisioneiros de guerra foram coagidos a guardar segredos. Foi oferecida imunidade a todos os membros da unidade de Ishii, em troca de informações e cooperação. Iniciava-se o maior encobrimento dos fatos de guerra. Com a descoberta, em 1989, dos corpos enterrados nos subterrâneos de Tóquio, a história veio a tona e os ex-combatentes começaram a relatar suas experiências.
"Que me mantém se não a verdade, pois jamais esquecerei", declarou furiosamente Joseph Gozzo, antigo engenheiro de aviação, que atualmente vive em San José, Califórnia. Enquanto esteve preso, foi usado em experiências onde teve bastões de vidro introduzidos no seu reto. "não posso acreditar que o nosso governo os tenha deixado livres", disse.
Em 1986, o ex-prisioneiro de guerra Frank James relatou suas lembranças a um comitê do congresso dos Estados Unidos. "Éramos apenas pequenas peças de um jogo, sempre soubemos que existia um encobrimento", disse James.
Outro ex-prisioneiro, Max McClain, lembra que junto com seu companheiro de cela, George Hayes, eram colocados em filas para receberem injeções. Dois dias depois, Hayes lamentava-se: "Mac, não sei o que esses desgraçados me deram, mas sinto-me muito mal". Naquela mesma noite, dissecaram Hayes.
A audiência durou apenas metade de um dia e somente um dos 200 sobreviventes foi convocado. O responsável pelos arquivos do exército declarou que os documentos obtidos de Ishii haviam sido devolvidos ao Japão, ainda na década de cinqüenta. Surpreendentemente, não havia se preocupado em fazer foto copias dos documentos.
Na intenção de ocultar a verdade, os governos dos Estados Unidos e Japão, negaram que tais atrocidades tivessem ocorrido, apesar disso, uma serie de relatórios oficiais tonaram-se públicos. Em um arquivo do quartel general de McArthur, costa que a investigação da Unidade 731, foi realizada sob ordens da junta de Chefes do Estado Maior e "é essencial guardar segredo absoluto na intenção de proteger os interesses dos Estados Unidos e salva-los do escândalo". Finalmente, em 1993, o segredo oficial tornou-se publico com a abertura dos relatórios das experiências biológicas da Segunda Guerra Mundial.
Depois da guerra, muitos dos responsáveis pelas experiências japonesas tiveram muita sorte. Vários deles graduaram-se em medicina e um deles chegou a dirigir uma companhia farmacêutica japonesa. Outros ocuparam cargos que foram desde a presidência da Associação Medica japonesa ate a vice-presidência da Green Red Cross Corporatino. Um membro da equipe de congelamento chegou a tornar-se um importante empresário da industria frigorifica japonesa. Shirô Ishii morreu em 1959 sem mostrar nenhum sinal de arrependimento.
Antes de cessar suas atividades, Ishii ainda iria influenciar mais profundamente os aliados. A aceitação de seu trabalho significou que havia sido ignorado o termo que impedia a utilização de seres humanos como cobaias de experiências cientificas, estabelecido no acordo de 1925, na Convenção de Genebra. Os cidadãos dos Estados Unidos e do Reino Unido serviram de cobaias, desta vez nas cínicas mãos de seus próprios governos.

terça-feira, junho 13, 2006 

Papado é envolto em teorias conspiratórias e criminosas

Desde São Pedro, 2.000 anos não foram suficientes para destruir a instituição do papado mas, século a século, crescem as lendas a respeito do líder máximo do catolicismo. Satanismo, envolvimento com a máfia, com a CIA [agência de inteligência americana] ou com grupos de ''manipuladores'' mundiais, tudo isso faz parte do lado ''sombrio'' atribuído ao pontificado --porém jamais provado.Ao menos 10 anos antes do advento do livro ''Codigo da Vinci'', de Dan Brown, boa parte das lendas e teorias conspiratorias que hoje grassam na internet provêm de um livro chamado ''As Sociedades Secretas do seculo 20'', escrito por Jan van Helsing (certamente um pseudonimo).O livro não é vendido em livrarias e nem consta de catálogos. Quando encontrado em sebos, é vendido por pequenas fortunas. Não é exatamente um livro, mas a fotocópia de mais de 300 páginas daquilo que foi um livro. O original jamais foi visto. Há uma versão fotocopiada em português.Uma das principais ''teorias'' de Van Helsing (além de um indisfarçável e insistente anti-semitismo) é que todos os papas pertenceriam a ordens secretas semelhantes (em estrutura interna) à maçonaria ou à Opus Dei.Segundo ele, João Paulo 2º teria sido um auxiliar da CIA na derrubada do comunismo, em parceria com Ronald Reagan e um outro ''conspirador'', o desmantelador da União Soviética Mikhail Gorbatchov (1985-1991).Todos os papas, afirma, também integrariam um grupo fechadíssimo chamado ''Comitê dos 300'' --o grupo das 300 pessoas mais poderosas e influentes da Terra.Para despistar os olhos do mundo sobre suas atividades, o comitê se reuniria sigilosamente sempre durante grandes eventos internacionais públicos, como os encontros do G7, Clube de Paris, de Roma ou o Fórum de Davos.Essas 300 pessoas definiriam secretamente --aparentemente obedecendo a uma hierarquia ainda mais acima dela, chamada a Tríade-- os rumos da economia mundial, do desenvolvimento e a pauta de avanços tecnológicos que a humanidade teria acesso nos próximos anos. Um dos principais braços externos do Comitê dos 300, diz van Helsing, seria o CFR (Council Foreign Relations) --o poderoso Conselho das Relacoes exteriores dos Estados Unidos.Também definiriam eleições e derrubariam governantes em qualquer local do mundo, dado seu poder econômico(afinal, o comitê incluiria boa parte da lista dos mais ricos do mundo da Forbes). O historiador britânico Paul Johnson, em ''The Papacy'' (traduzido no Brasil como ''O Livro de Ouro dos Papas'', editora Ediouro, 349 pags.), também cita algumas dessas teorias conspiratórias papais.Ele cita especificamente a teoria de que João Paulo 1º, antecessor de Karol Josef Wojtyla, pode ter sido assassinado por envenenamento na madrugada de 28 de agosto de 1978.A autoria do crime? Johnson não diz, mas deixa indícios de que teria sido um trabalho da máfia italiana, disposta a calar o novo pontífice porque o mesmo estaria disposto a investigar a fundo e divulgar informações sobre o então escândalo do banco Ambrosiano (pertencente ao Vaticano).Quatro anos depois, além de outras mortes, o escândalo levaria ao suicídio (suspeitíssimo) de Roberto Calvi, então presidente do Ambrosisano e apelidado de ''banqueiro de Deus''.Paranóia ou oportunismo literário a verdade é que as teorias conspiratórias envolvendo o papa e o Vaticano não vão terminar tão cedo. Não enquanto houver milhões de entusiastas desse tipo de literatura. Vide o sucesso de Dan Brown.

Retirado do Jornal Folha de São Paulo 06/04/2005

sábado, junho 10, 2006 

Experimento Filadélfia

Em meados de outubro de 1943, a Marinha dos Estados Unidos teria realizado uma série de testes no Estaleiro Naval de Filadélfia, no estado de Vírginia, e no mar. Apesar das fontes básicas de informação permanecerem obscuras e da negativa oficial da realização de tal experiência, as notícias sobre o caso seguem o mesmo padrão: a tentativa de fazer um navio de guerra ficar invisível teria sido bem sucedida, a não ser pelos efeitos nocivos causados à sua tripulação. A idéia seria criar um campo magnético artificialmente induzido, para causar o desaparecimento temporário da embarcação. A vantagem disso para a guerra naval reside no fato de se obter uma camuflagem perfeita.Pesquisadores e estudiosos do assunto afirmam ter relatos de pessoas ligadas ao Departamento de Pesquisas Navais e de marinheiros que sobreviveram ao teste. Segundo eles, geradores pulsatórios e não-pulsatórios foram operados para criar um tremendo campo magnético dentro e em torno do navio, supostamente o destróier USS Eldridge (D-173), que ao ficar invisível deixou apenas o desenho de sua forma na água. À medida que se intensificava o campo de força, alguns tripulantes também começaram a desaparecer. Mas ao término da experiência muitos foram hospitalizados, alguns morreram e outros sofreram efeitos mentais adversos.
É difícil provar se a Experiência Filadélfia realmente aconteceu, mas a idéia é válida, apoiada na teoria do "campo unificado" de Albert Einstein, uma tentativa de juntar de maneira lógica os campos magnéticos e gravitacionais e outros fenômenos subatômicos. No entanto, a Marinha americana afirma que tal experiência jamais aconteceu e não há nenhum documento registrando oficialmente o ocorrido ou pesquisas governamentais nesta área.Verdade ou ficção, o fato é que o navio citado existiu. O USS Eldridge entrou em serviço ativo em 1943, realizando missões de escolta e patrulhamento em torno das ilhas Bermudas e da baía de Chesapeake. Após a guerra foi transferido para a Marinha da Grécia.

terça-feira, junho 06, 2006 

Area 51 no Google Earth - Circulos estranhos

Procurando a famosa Área 51 no Google Earth pelas suas coordenadas geográficas(37 38 33.65N 115 48 00.66W), encontrei essa imagem no mínimo bem curiosa...

















Clique aqui para ver a imagem

 

Achados misteriosos no Amapá


Arqueólogos brasileiros encontraram uma estrutura de pedras em uma região remota da Amazônia, tal evento traz nova luz no que concerne o real passado histórico desta região.O sítio parece ser um observatório ou lugar de culto cuja edificação antecede a colonização portuguesa e indica que os construtores possuíam um conhecimento sofisticado de astronomia.A aparência das ruinas lembra muito as de Stonehegen na Inglaterra.Este achado parece ser de grande importância para esclarecer o real passado histórico da região amazônica, pois tradicionalmente pensava-se que não existissem sociedades avançadas na Amazônia.Os arqueólogos fizeram a descoberta no Estado do Amapá, no extremo norte do Brasil.Foram encontrados 127 blocos de pedra, parcialmente enterrados no topo de uma colina.Todos os blocos muito bem conservados e pesando algumas toneladas, “arrumados” em pé e posicionados em distancias iguais uns dos outros. Ainda não se sabe quando a estrutura foi erguida, porém diversos fragmentos de cerâmicas indígenas foram encontrados no local que datam de aproximadamente 2.000 anos atrás.O que mais chamou a atenção dos arqueólogos foi a sofisticação da construção.As pedras parecem que foram colocadas de certa maneira no solo para representar o solstício de inverno, pois se sabe que as antigas civilizações do Amazonas utilizavam as fases da Lua e o movimento das estrelas para nortear o período de plantio.Apesar da descoberta no Amapá estar sendo comparada a Stonehegen, o antigo círculo de pedras no sul da Inglaterra é muito mais antigo. O período em que foi construído Stonehange é de 3.000 a 1.600 AC.

terça-feira, maio 30, 2006 

Sociedades Secretas - Skull and Bones

Muito se fala em organizações secretas que são consideradas as verdadeiras "Donas do Mundo". Tais seitas são compostas por personalidades influentes, magnatas, e grandes bilionários que utilizam do seu poder para ficarem ainda mais poderosos e ricos, concentrando toda a riqueza e o rumo do mundo em suas mãos. Exemplos de sociedades secretas são os Illuminati, a Maçonaria e a Skull & Bones.
A Skull & Bones (Caveiras e Ossos) é umas das mais ricas e poderosas e detém características obscuras e sombrias. Também chama a atenção por obter entre os seus membros o atual presidente dos E.U.A, George W. Bush.
Segundo a lenda, a Skull & Bones é parte de um sistema conhecido como "A Irmandade da Morte". Ela nasceu na Universidade de Yale, em 1833, como um braço da Thule, confraria ocultista alemã que teria iniciado Adolf Hitler nos mistérios do satanismo.A Skull tem em seus quadros políticos famosos, como os Bush pai e filho e empresários de ponta. E é dominada por famílias como os Rockefellers, J.P.Morgan, Taft, Stinsom, Whitney, Bundy, Harriman, Weyerhaeuser, Sloane, Pillsbury, Payne, e Wadsworth. Seu objetivo seria o de estabelecer uma ditadura global. Um trailer do que se passa lá dentro pode ser visto no recente filme The Skulls, com Joshua Jackson.
Os membros da Skull & Bones são conhecidos como "Bonesmen". Só homens são aceitos. Seus símbolos são uma caveira com ossos se cruzando ao fundo e um gesto com o polegar, o indicador e o dedo mínimo levantados. Foi formada em segredo e todas as suas atividades são realizadas em segredo. O ingresso é somente por convite. Os membros potenciais são cuidadosamente investigados para saber se são adequados, antes de serem convidados a participar. A primeira noite do novo membro, que é chamado de iniciado, é criticamente importante. Ele jura obediência e lealdade total à sociedade secreta. Os compromissos são firmados sob juramentos sérios, alguns dos quais seriam mortais, se executados, exatamente como na Maçonaria. A primeira noite também é importante, pois prende o iniciado à sociedade por meio do ritual, dos juramentos e das confissões. A cerimônia do renascimento ocorre num grande caixão. A Skull & Bones acredita que na noite da iniciação, o iniciado "morre para o mundo e renasce para a Ordem.Então, entrar e sair do caixão é uma jornada simbólica pelo outro mundo para renascer, o que ocorre no salão. Ali, a Ordem veste o cavaleiro recém-nascido com o traje especial, implicando que dali para a frente, ele se ajustará à missão da Ordem. Tudo isso ocorre em um lugar secreto na Universidade de Yale.

segunda-feira, maio 29, 2006 

Contradições na Bíblia

Analisando alguns trechos na bíblia, vemos que muitas coisas que lá estão escritas é contraditória à algumas regras da Doutrina Cristã dita na própria bíblia.
Como são muitas as contradições, estaremos mostrando aqui as mais relevantes, e já coloco em questão de que essa matéria não tem por objetivo falar mal da bíblia.
Aqui vão:

Deus é bom ou é mau ?
(11P)Salmos 145:9 "Deus é bom para todos..."
Deuteronômio 32:4 "...Deus é fidelidade, e não há nele injustiça; é Justo e reto.
"(11C) Isaias 45:7 "Eu formo a luz, e crio as trevas; faço a paz, e crio o mal; eu o SENHOR, faço todas estas coisas." Lamentações 3:38 "Acaso não procede do altíssimo assim o mal como o bem?" Jeremias 18:11 "...Assim diz o SENHOR: Eis que estou forjando mal e formo um plano contra vós outros..."
Ezequiel 20:25,26 "Pelo que também lhes dei estatutos que não eram bons, e juízos pelos quais não haviam de viver; e permiti que eles se contaminassem com seus dons sacrificiais, como quando queimavam a fogo tudo o que abre a madre, para horrorizá-los a fim de que soubessem que eu sou o SENHOR."

Quando Jesus foi crucificado ?
(21P)Marcos 15:25 "Era a hora terceira quando o crucificaram."
(21C)João 19:14-15 "E era a parasceve[sexta feira] pascal, cerca da sexta hora; e disse aos judeus: Eis aqui vosso rei. Eles porém clamaram...crucificai-o."

Devemos matar ?
Êxodo 20:13 "Não Matarás"
Levítico 24:17 "Quem matar alguém, será morto" (frase já de si contraditória)
(1C)Êxodo 32:27 "mas teus servos passarão,cada um armado para a guerra , perante o SENHOR, como diz meu SENHOR."
I Samuel 6:19 "... feriu deles setenta homens; então o povo chorou, porquanto o Senhor fizera tão grande morticínio entre eles"
I Samuel 15:2,3,7,8 "Assim diz o SENHOR dos Exércitos : Castigarei a Amaleque pelo que fez a Israel...... Vai pois, agora e fere a Amaleque, destrói totalmente a tudo o que tiver; nada lhe poupes, porém matarás homem e mulher , meninos e crianças de peito, bois e ovelhas , camelos e jumentos...Então feriu Saul os amalequitas... Tomou vivo a Agague, rei dos amalequitas; porém a todo povo destruiu ao fio da espada." Números 15:36 "Levou-o, pois, toda a congregação para fora do arraial, e o apedrejaram; e ele morreu, como o SENHOR ordenara a Moisés"
Oséias 13:16 "Cairá à espada, seus filhos serão despedaçados, e suas mulheres grávidas serão abertas pelo meio."