Continuando a segunda e última parte do post anterior sobre a o Mistério da Pedra da Gávea.
Mas, como? Caracteres fenícios no Brasil? Impossível! Estas eram as expressões exaltadas dos representantes da ciência oficial, para quem, antes de Cabral, nossa Terra não poderia, a bem do conforto da versão oficial eleita pelos cientistas entronizados por nossa limitada ciência materialista, ter recebido a visita de quaisquer outros povos.
Como um cientista do porte de Bernardo Ramos não poderia ser acusado publicamente de louco ou visionário, o assunto passou, sub-repticiamente, ao longo do tempo, para o terreno das “hipóteses voluntariamente esquecidas” e o corpo científico não se sentiu mais tão ameaçado... Mas, as estórias estranhas e fatos inusitados continuaram a acontecer, como veremos adiante, confirmando cada vez mais e mais a veracidade da presença fenícia no Brasil, não somente no Rio de Janeiro, mas também na Bahia, no Nordeste e até na Amazônia.
Mas, foi ao Prof. Henrique José de Souza, fundador do movimento eubiótico, a quem coube a honra de revelar, muito antes de Bernardo Ramos, e com detalhes inauditos, a função e o simbolismo da Pedra da Gávea. Revelando de modo impressionante o formato da esfinge que fora esculpida realmente pelos fenícios, retratando um touro alado e coroado, figura muito conhecida no mundo da arte antiga, provinda dos povos do Oriente Médio e Mesopotâmia, bem como toda a história que deu origem ao monumento e à própria presença dos fenícios no Brasil, o Prof. Henrique distribuía, como de hábito, à quem estivesse apto a receber o ensinamento, tudo o que sempre se quis saber sobre a Pedra da Gávea, à parte de certos conhecimentos mais “secretos”, que eram e ainda são característicos dos graus mais avançados do Colégio de Iniciação fundado pelo insigne sábio e Mestre Espiritual brasileiro, hoje cognominado Sociedade Brasileira de Eubiose. Reproduzimos aqui a ilustração feita a bico de pena, tal como foi editada pela revista “Dhâranâ”, órgão oficial da citada Sociedade, em seu número 99/101, de janeiro a setembro de 1939.

Chamamos a atenção do leitor para a cauda da esfinge, que ficava colada ao rochedo. Esta cauda desprendeu-se da pedra e caiu em tempo relativamente recente, embora não possamos precisá-lo. É, entretanto, curioso citar que essa parte da Pedra da Gávea também era conhecida como “pedra do elefante”, tomando-se a cauda como uma espécie de tromba. Se o leitor se der ao trabalho de ir, ainda hoje, ao local que estamos descrevendo, isto é, justamente embaixo do rochedo onde ficava a cauda do “touro alado”, verá, esparsos entre a vegetação e em meio às luxuosas residências que hoje ali se encontram, os inúmeros blocos de pedra que resultaram da queda da porção da imensa escultura correspondente à cauda da esfinge. Estes grandes blocos também podem ser vistos da “Praia do Pepino”, que forma a orla do bairro de São Conrado. Há notícias também de que a porção de pedra correspondente ao “nariz” da cabeça de Pedra, também teria se desprendido.

Cabeça Assíria parecida com a cabeça da Pedra da Gávea
Os fenícios eram um povo, cuja principal característica era o comércio. Já existiam por volta de 2000 A.C. e alcançaram o apogeu em 1020 A.C., decaindo posteriormente com as invasões dos gregos, através de Alexandre, o Grande, e dos romanos. Byblos, Sidon e Tiro foram, sucessivamente, capitais do império. Não eram guerreiros e nem pretendiam conquistar terras, mas tão somente abrir novos entrepostos comerciais, intenção que os fez tornarem-se hábeis navegadores. Sempre foram um enigma até certo ponto misterioso. Constituíam uma potência que se estendia desde a costa do Líbano até o estreito de Gibraltar, e muito mais além. Os fenícios habitavam as costas do Mediterrâneo, a estreita e fértil faixa localizada entre o mar e as montanhas do Líbano. Seu pequeno território, a presença de vizinhos poderosos e a existência de madeira de carvalho em abundância nas florestas de suas montanhas, excelente para a construção naval, podem ser indicados como elementos adicionais que empurraram os fenícios para a exploração dos mares. Eles visitaram com suas numerosas frotas de navios, além de toda a orla mediterrânea da Europa, a costa setentrional da África, penetraram o Mar Negro e ultrapassaram, deixando o Mediterrâneo, os chamados “Pilares de Hércules” (hoje Estreito de Gibraltar, anteriormente chamados “Pilares de Melqart), alcançando a costa africana do Atlântico, para o Sul e, para o Norte, as ilhas britânicas. Navegaram pelas costas africanas e atravessaram o atlântico para visitar “o Novo Continente”. Utilizando a navegação por orientação estelar, as correntes marítimas e os ventos, conseguiam navegar por longas distâncias com precisão .
Segundo o Prof. HENRIQUE JOSÉ DE SOUZA, BADEZIR foi um Rei fenício que viveu por volta do ano 800 A.C. Era viúvo e tinha 8 filhos. Os primogênitos eram gêmeos, como vimos, e eram odiados pelos outros irmãos. Há tempos se tramava a deposição do Imperador Badezir. Um conluio entre as castas militar e religiosa, como sói acontecer, destronou o Rei e o expulsou, juntamente com os dois gêmeos, do reino, passando a Fenícia, de Império à República.
A frota do exílio era composta de seis navios, dos quais nos dois primeiros foi assim distribuída a corte exilada:
1o.) Badezir, os dois filhos, YET-BAAL e YET-BAAL-BEL, oito Sacerdotes, cujo chefe tinha o nome de BAAL-ZIN (literalmente, “O Deus da Luz e do Fogo”), dois escravos núbios, tripulação e soldados (que deveriam retornar);
2o.) Gente do povo e 49 militares expulsos por terem ficado fiéis a Badezir e 222 seres que representavam a elite do povo fenício.
Dirigiu-se a frota do exílio para o Brasil, local de há muito conhecido pelos fenícios. O próprio nome “Brasil”, como nos ensina o eminente Prof. Henrique, deriva do de “Badezir”... Aqui chegando, formaram-se duas cortes: uma de natureza Temporal, composta por Badezir, Sacerdotes, militares, e que se estendia do Amazonas a Salvador, Bahia; e outra, de cunho espiritual, formada pelos Gêmeos YET-BAAL, os 222 seres da elite fenícia e os dois escravos núbios.
Estabeleceram-se os fenícios em nosso país de uma maneira ostensiva. O pesquisador alemão Ludwig Schwennhagen estabelece que os fenícios estiveram no Brasil por pelo menos 800 anos, no mínimo, deixando suas marcas por todos os lugares. No Nordeste até hoje pode-se ver os resquícios de canais de irrigação e outros monumentos, como “A Galinha Choca”, na entrada de Fortaleza. No vale do Rio São Francisco, o uso, até os dias de hoje, das carrancas nas proas das embarcações, provém da época dos fenícios.
Perto da confluência dos rios Longá e Parnaíba, no Piauí, há um lago onde um porto e navios fenícios foram encontrados. Senhores de uma técnica, hoje perdida para o mundo, para a edificação e a moldagem de monumentos ciclópicos, esculpir imensos blocos de pedra não era algo tão impossível quanto parece. Quando se constata, nas lendas incaicas, que os construtores dos edifícios e muros daquela civilização, possuíam o segredo para liquefazer a pedra, transportá-la em baldes e moldá-la enquanto estava em estado pastoso, pode-se compreender de que maneira, entre outras mais transcendentes, os antigos erigiam monumentos cuja construção resulta inexplicável nos dias que correm. Dominavam eles os elementais, seres sutis da Natureza, e com essa chave em mãos, realizavam prodígios!
A Pedra da Gávea, na época dos fenícios era um grande Templo, esculpido interiormente e formado por grandes salões. Comunicava-se, como ainda acontece, com a praia rochosa que se encontra imediatamente abaixo da pedra, como ainda pode ser constatado e com uma infindável rede de comunicação, citada já por Roso de Luna e, de maneira clara, pelo Prof. Henrique, que une todos os locais iniciáticos e sagrados do mundo, como também para os chamados MUNDOS SUBTERRÂNEOS ou INTERIORES, onde, como afirma a SABEDORIA INICIÁTICA DAS IDADES, se encontra a parte “espiritual” do Ser-vivo “TERRA”, ou seja, o GOVERNO ESPIRITUAL DO MUNDO, composto por Sete Cidades do País de AGHARTA, ASGARDI, ERDEMI, BELOVEDYE, AYODHYÃ, AVALON, etc., cuja capital é SHAMBALLAH!...
A Pedra da Gávea funcionava também como um farol, aceso no alto da coroa do touro alado, cujos restos ainda podem ser vistos atualmente. Recentemente uma equipe de parapsicólogos descreveu o interior da Pedra da Gávea como sendo oca, com túneis, câmaras e túmulos. Em sua face oeste, encontra-se um imponente e inegável “portal”. Trata-se de uma reentrância na rocha, com as impressionantes dimensões de 15 metros de altura e 7 metros de largura. Sua profundidade maior é de 2 metros. Pode ser visto do nível do mar, no bairro da Barra da Tijuca, cerca de 800 metros abaixo. Ao pé do portal pode ser vista uma pedra quadrangular, que sustentaria a “cunha” que abriria o gigantesco portal.

Diferentes ângulos da cabeça (clique para ampliar)
Em outro relato, um outro rapaz subia em direção à Pedra quando começou a chover, decidindo ele então acampar na mata. Em certo momento, ele percebeu uma luz do lado de fora da barraca. Pensou ser outros excursionistas com uma lanterna. Qual não foi sua surpresa, ao se deparar passando pelo caminho, com três seres com vestes reais e... luminosas!
Ademais, todo tipo de “luzes estranhas” têm sido vistas na região da Pedra da Gávea. O que seriam as “luzes voadoras”, observadas há anos pelos moradores das casas localizadas nos flancos da montanha? O fenômeno da “Mãe do Ouro” (uma bola de fogo dourada que cruza o céu velozmente, soltando um rastro como um cometa) foi visto inúmeras vezes no local por diversas pessoas.
E o que se dizer de um avião, em 1981, que desapareceu há poucos quilômetros do topo da Pedra da Gávea, num dia claro de céu azul, que conduzia 5 geólogas, e cujo destino permanece ignorado?...
C. Berlitz, em sua obra “O Triângulo das Bermudas”, cita que Ivan Sanderson sugere a existência de alguns pontos, sobre o globo terrestre, onde ocorrem aberrações eletromagnéticas similares às que foram notadas na região localizada acima do Caribe (Triângulo das Bermudas). Ao todo seriam doze vértices, localizados em áreas eqüidistantes duas a duas, formando uma espécie de cinturão em volta do globo terrestre. Sua localização seria a seguinte:
Pólo Norte
Zona Leste da Costa do Japão (Mar dos Demônios)
Zona Nordeste do Havaí
Zona Leste da Costa da Flórida (Triângulo das Bermudas)
Norte da África (Marrocos e Argélia)
Zona do Sudeste do Mar Cáspio (Irã e Afeganistão)
Zona ao Norte da Nova Zelândia
Zona ao Sudeste a Ilha de Páscoa
Zona a Sudeste da Costa da África do Sul
Zona Norte das Ilhas Amsterdam e S. Paul
Pedra da Gávea – Rio de Janeiro
Pólo Sul
Mas, os promissores dias do Império de Badezir e Yet-Baal no Brasil tinham os dias contados... Uma lenda árabe, citada por Gustavo Barroso, fala que na entrada de uma baía num continente no Sul, havia uma grande mole de pedra chamada MANO SATANAS, que o Prof. Henrique José de Souza identificou como sendo o famoso morro do Pão de Açúcar, que fica justamente na entrada da barra da baía de Guanabara. Para quem deseja atravessar a água entre as duas porções de terra que correspondem hoje a Rio e Niterói, este local é o mais próximo. Como entrada da baía, é um local de grande profundidade, águas escuras e intensas correntes marinhas.
Em uma de suas travessias, as forças que sempre procuram obstaculizar a evolução espiritual dos seres, aquarteladas precisamente no Pão de Açúcar (também um monumento fenício, apresentando em sua face Norte, em baixo relevo, a figura de imensa íbis, ave sagrada dos egípicios) ou MANO SATANAS (Satanás?, SATÃ ou SAT-TAT-OM, o inverso de OM-TAT-SAT, para confirmar o aforismo cabalístico que afirma que “DAEMON EST DEUS INVERSUS”...), fizeram soçobrar a barquinha que conduzia os Divinos Gêmeos, juntamente com o casal de escravos núbios que os acompanhavam, vindo seus ocupantes a morrer por afogamento.
Os corpos dos divinos seres, bem como os dos escravos, e a própria barquinha foram levados para o interior da Pedra da Gávea. Transformava-se o Divino Templo em triste túmulo...
Assim descreve o Professor HENRIQUE JOSÉ DE SOUZA, num impressionante relato, desconhecido para o vulgo, o interior da Pedra da Gávea:
“Duas múmias, colocadas uma junto à outra sobre uma mesa de pedra; nos pés também se acham duas outras, dos dois escravos núbios, (...) sendo que na cabeceira se encontram dois jarrões contendo flores em parafina, etc. E dos lados, em dois vasos canópicos, como outrora nos túmulos faraônicos do velho Egito, os manes das duas referidas múmias... E mais adiante, depois de uma rampa que vai dar ao mar, pela parte traseira da mesma Pedra, como esfinge fenícia que é – uma barquinha de teto esmaltado de azul, movida por uma roda que ia ter à pequena hélice na popa, sendo acionada pelo referido escravo núbio. A escrava morreu alguns anos depois.”
Acrescenta o Professor Henrique:
“Badezir acorreu com Baal-Zin e um mago, chegando muitos dias depois. Morreu pouco tempo depois, pedindo ao sacerdote que o mumificasse, deixando-o ao lado de seus filhos, na Pedra da Gávea, por sete anos, e que depois o transferisse para certa região do Amazonas, num santuário oculto pelas selvas”.
Após tão detalhada, quão comovente descrição, não há mais muito a dizer, a não ser dar ao leitor intuitivo uma pista para o entendimento do preciosíssimo trabalho desempenhado pela Pedra da Gávea, no desenrolar da seqüência de eventos relacionada com a denominada “Obra dos Deuses na Face da Terra”, ou seja, a consecução das tarefas, impostas pela Lei Universal – que a tudo e a todos rege – para que a evolução da humanidade continue a se processar da maneira mais equilibrada possível.
Ao tempo da presença fenícia no Brasil, já vimos a missão desempenhada pela Pedra da Gávea. Como as pirâmides... um Templo e um Túmulo. Três mil anos depois, torna-se ela novamente o marco da chegada de uma nova Corte Divina, a Corte que tinha como Sublime Missão representar a transposição do Eixo Espiritual do Planeta de Oriente para Ocidente...
E além deste ponto, não poderemos ir... como muito bem expressa uma outra inscrição da Pedra da Gávea... ainda não percebida, no flanco que dá para o mar... e que diz, à guisa de aviso: “É proibido passar por aqui...”
O restante da história fica reservado para o recôndito dos Santuários de Iniciação, pois só podem ser revelados para aqueles que provaram, pelos próprios esforços, que estão efetiva e corajosamente dispostos a seguir adiante, rumo à Suprema Meta da Evolução, a despeito dos obstáculos do Espiritual Caminho.
A contemplar esses Peregrinos-Heróis de todos os tempos, a esfingética mudeza dos pétreos e opacos blocos de pedra que formam a Pedra da Gávea, e tantas outras pedras sagradas e iniciáticas das eras sem fim, são, não obstante, de uma eloqüência sem par para aqueles que já conseguem ouvir a Voz que se encontra atrás do silêncio e de uma clareza inigualável para os que ultrapassaram a fria e sólida ilusão da Matéria. Em uma expressão, muito utilizada pelo Prof. Henrique José de Souza, “questão de estado de consciência”...